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Não quero, jamais, que faça qualquer coisa que não queira fazer. Nem que se engane com qualquer coisa que eu diga. O fato de eu ter certeza de algo, não significa, necessariamente, que estou certo. Não acredite em nada do que eu disser se o próprio Deus não confirmar nas pequenas coisas. Não me ame com dúvidas. Aquele que tem dúvidas sobre o que pratica, já não age de acordo com a fé. Prefiro não ser seu totalmente a ser pela metade.

Doce é o pecado. Amargo o sabor na minha boca.

Não quero que seja para mim, menos do que consegue ser. E em caso de emergência, me culpe.

luquinhas e deca

luquinhas e deca

Sinto saudades desse carinha. O nome dele é Lucas. Rapaz simples, bonito. Gosta de tocar guitarra, de fazer apanhadores de sonhos, e gosta da Déborah. Moça tímida, bonita. Gosta de poesia, de saionas bem grandes, e gosta do Lucas.

Déborah e Lucas são namorados. Mas isso todo mundo percebe. Ninguém consegue tirar esse sorriso de bocó dos dois. Aquele sorriso que só temos nos primeiros meses de namoro. Todo mundo saca que eles são o casal perfeito. Por isso eu nem quero falar deles como casal (como se fosse possível). Quero falar como amigos. Não entre um e outro, mas os amigos que são pra mim. Deus sabe que tem uma pá de tempo que não converso com o Lucas, e que raramente falo com a Déborah. Às vezes um telefonema aqui, outro lá… Mas às vezes bate aquela saudade que dá um nó na garganta. É como se eu tivesse convivido com eles durante muito, muito tempo, e estivesse me despedindo agora.

Tava vendo os vídeos de quando nos encontramos, e de quando me despedi do Lucas numa esquina de Goiânia que nem sei qual é. Parece que eu senti tudinho de novo. Muito besta isso… Ou melhor, muito paia isso!

Eu gosto dessa foto dos dois. Nem sei no que estavam pensando (provavelmente em aparecer legal na foto). Sei que estavam curtindo um momento muito legal entre amigos, mas não sei porque, sempre que eu olho pra ela, parece que eu ouço os dois dizerem: Oi, gAlan! ;D

Eu sei que esse texto tá uma droga. É que eu não me preocupei em fingir que sou inteligente (como o de costume). Só não queria deixar pra escrever isso amanhã. Só não me pergunte o porquê.

Amor é como matemática. Todo mundo conhece, mas nem todo mundo entende.

Aos pastores Silvio Scarabelli e Aluísio Freitas, amigos de minha parte e irmãos da parte de Cristo.

Por mais de uma vez que fui abordado por membros desta comunidade que se revelaram preocupados com minha pessoa, a fim de demonstrar o devido respeito por tal apreço, esta tem por objetivo (além de apresentar formalmente meu afastamento da congregação), explicar os motivos do ocorrido, fazendo-se saber com antecedência que o motivo e agente principal do desencadeamento dos demais, é apenas um, a saber, a vontade perfeita e inexorável de nosso Senhor. Interessa, pois, o relato dos caminhos misteriosos pelos quais a divina providência se enveredou.

No princípio, de nada mais se tratava se não de minha própria displicência numa juventude de pouca atenção aos interesses do espírito e demasiada dedicação aos atos imprudentes. Afastei-me do caminho de nosso Senhor por tanto tempo que cheguei a pensar que nunca o tivesse conhecido de fato. Com o passar dos anos e o engrossar das barbas, fui vítima da ilusão que acomete a muitos de nós em alguma época de nossas vidas, que é a de acreditar que podemos servir ao nosso Deus sem que seja necessário o relacionamento com seus demais filhos. Se me permitem, lhes pouparei de meus comentários a respeito desta estupidez. Com efeito, nas raras vezes em que estive presente na igreja que havia amado há alguns anos, não fui capaz de sentir nada em meu coração que fosse capaz de ofertar ao nosso Pai; então resolvi que não tentaria mais.

Meus domingos eram vazios, de modo que havia me esquecido do valor que tem para nosso Deus a dedicação de meu tempo e meus talentos. Dizimava cada mês em uma igreja diferente, sempre enviando dinheiro por intermédio de alguém, sem sequer ter a decência de me apresentar diante do altar. Foi então que, numa noite de domingo, sentado diante do computador (como o de costume), senti vontade de tomar banho; e o fiz. Depois senti vontade de vestir calças, sapatos e camisa social; e assim foi. Sem que percebesse, estava do lado de fora trancando a porta e saindo sem rumo. Meus pés me levaram a uma esquina, e depois a outra, até chegar a uma pequena igreja da ordem Presbiteriana que se situa na estrada do Encanamento, e havia um culto sendo iniciado.

Hoje fazem pouco mais de dois meses que freqüento esta pequena comunidade com a qual me identifico na maior parte de suas particularidades, e pela qual fui muito bem recebido. Não me entendam mal; como disse no início, a vontade de nosso Deus se move de formas misteriosas e isso é de conhecimento de todos nós. Estou certo, portanto, que em qualquer aspecto que a Primeira Igreja Batista em Santa Margarida possa ter-me decepcionado, foi por nada menos que a soberania da vontade divina agindo com sua natural liberdade sobre todos nós, pois que de nada me desgosto desta comunidade que me tenha dado motivos para optar pela mudança, mas apenas que me dispus a seguir o que nosso Senhor tem reservado para minha vida a cada dia em particular, sempre me deixando surpreender por seus detalhes e nunca questionando o que me é concedido.

Há ainda muito que gostaria de dizer, mas não creio que seja digno de exorta-los, não só por serem os senhores pastores, como também por não estar a par das atuais circunstâncias em que se encontra a comunidade se não pelo que se ouve de algumas bocas, mas me proponho a sempre incluir em minhas orações suas vidas e a vida desta igreja na qual fui apresentado ao nascer, da qual fugi quando garoto, na qual me converti na mocidade e da qual me afastei já homem, mas que, em todas estas fases, me abençoou de inúmeras formas.

Estou sempre a sua inteira disposição como irmão e militante da mesma causa, pois que por estarmos unidos é que não há arma alguma que nos possa intimidar e porta alguma que nos possa resistir, pois todas estas caem diante do nome de nosso Deus.

Com a sua bênção;

Alan Cristie


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