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Ela faz revoluções a cada compasso. E a cada tom compassado, ela me induz a uma emoção diferente. Da rabeca à guitarra. Do trompete ao sintetizador. E mesmo quando as únicas cordas que explora são as que Deus lhe deu, ela me mostra algo novo para pensar. Para viver. Não posso lhe dar nada se não amor, ela diz. E eu acredito. Ela é ousada, ortodoxa, fascinante. Seu piano soa como gotas de chuva, e a bateria como trovões. E sua voz é a beleza disso tudo. Desse caos descomedido. Ela é simples, trivial. Quase doce. Não é endeusada como muitas de sua raça. É como você e eu: Só mais um ser humano estúpido. E é isso o que mais amo nela; a capacidade de ser comum. Ela me enche de toda essa diversidade. Porque ela se preocupa com os detalhes.


