You are currently browsing the category archive for the 'Deus' category.
And when He comes, it will be both wonderful and terrifying.
On that day, I’ll say I have good news and I have bad news.
The good news is: God is here.
The bad news is: God is here.
It will depend on the side of the line you’ll be standing on.
Há pouco mais de um mês, tive a feliz experiência de sofrer a tentativa de um assalto. Cerca de quinze pivetes, entre eles, um jovem que teria seus dezoito anos, cercaram a mim, minha namorada e uma amiga nossa numa praça cá do Rio. O rapaz disse com autoridade que estava com o ferro, e que um amigo seu também estava com o tal ferro, e que deveríamos passar tudo o que tínhamos. Como havíamos sofrido uma experiência muito boa não muitos minutos dali, estávamos muito calmos, e com essa calma eu respondi que não tinha dinheiro nenhum comigo. O rapaz gritou pelo meu celular (que havia perdido na semana anterior), e fui obrigado a responder que também não tinha. Incrédulo, pediu pra olhar minha bolsa, afinal, como raios eu não teria um celular?!
A essa altura, as crianças gritavam pelos celulares enquanto minha namorada gritava de volta que não tínhamos nada para eles que não o amor de Cristo. Muito justas palavras. Ao dar minha bolsa conforme o rapaz havia mandado, completei que ele só acharia ali a minha bíblia. Além de um caderno, um bloco com as anotações do meu livro, uma caneta e a minha carteira, ele achou sim a minha bíblia. Não conseguiu disfarçar a surpresa. Fechou minha bolsa e me devolveu se desculpando. Disse aos seus amigos que éramos da igreja, e todos saíram se desculpando. Os abençoamos e seguimos andando felizes. Mais tarde eu voltaria pelo mesmo caminho indo para casa e oraria por eles todos.
XXX
Há algumas semanas, estávamos minha namorada e eu estávamos numa praça de Niterói conversando quando um garoto numa bicicleta nos abordou pedindo nossos celulares. Pensei comigo mesmo que Deus só poderia estar de brincadeira. Disse a ele que não tinha celular. Ele desacreditou dizendo que, se fosse caô, ele faria alguma coisa com uma arma invisível em sua cintura. Chutei em sua direção minha bolsa que estava no chão pedindo que procurasse, mas que só encontraria minha bíblia. Minha namorada completou dizendo que ainda poderíamos orar por ele. “Pacote completo”, disse ela.
Constrangido, o garoto pediu desculpas. Nós o abençoamos e ele se foi.
XXX
Na semana passada, eu andava distraído por volta da meia-noite na Av. Chile, quando dois homens me abordaram pedindo para fortalecer. Pensei por um momento antes de perceber que se tratava de outro assalto. Mandaram que eu abrisse minha bolsa, e eu disse logo que não tinha nada, mas que poderia orar por eles. Desdenharam de mim e iam embora distribuindo valeus quando insisti que voltassem para que eu orasse por eles. Ambos voltaram de cabeças baixas.
“Faz a oração aí”, disse um deles.
Washington e Jonathan. Foi como se apresentaram. Então repousei minhas mãos em seus ombros e orei por suas vidas. Apertaram minha mão e se foram.
XXX
No último domingo, Karla Leal dos Reis, de 25 anos foi assaltada junto com sua família por três bandidos quando voltava da igreja. Quando os homens iam embora levando seus pertences, Karla pediu que devolvessem ao menos seu crachá de estagiária e sua bíblia. Um deles voltou e devolveu a bíblia. Quando Karla se virou para ir embora, levou um tiro na nuca. Durante o velório, a mãe de Karla chorava e, desesperada, orava por seu consolo, e para que o algoz de sua filha um dia se convertesse de seus maus caminhos e fosse salvo pelo amor de Cristo.
A vontade de Deus se move de formas misteriosas. Todas maravilhosamente paradoxais.
fé
=
substância da esperança
argumento do invisível
Sem dor e sem dó. Completo e desesperado. Assim é o amor quando é totalmente sincero.
Não o amor. A relação.
É como quando Jesus diz que tudo o que pedirmos em seu nome, nos será dado. Sabemos que para pedir em seu nome com real fé, é indispensável intimidade com o Pai, portanto, tudo o que pedirmos será em favor da obra de Deus, e não para benefício próprio. Isso é automático.
Funciona assim quanto à sinceridade entre nós. Podemos ser sinceros quanto a qualquer coisa um com o outro na certeza da sintonia dos nossos batimentos cardíacos. A intimidade e o respeito, tanto um pelo outro quanto pela vontade de Deus nos faz cada vez mais certos de que nenhum de nós jamais viveu algo assim. Posso até ousar em dizer que poucos conseguem tal façanha.
A verdade, embora o orgulho humano muitas vezes diga o contrário, não é que lutei por ela e agora ela é minha, mas que já era minha mesmo antes que a conhecesse.
estrelando: joão
Não sei se você já leu sobre o grande êxodo dos israelitas na bíblia. Mesmo quem nunca leu, é bem provável que tenha visto algum filme a respeito. Talvez você já tenha assistido Os Dez Mandamentos (1956) com Charlton Heston, que três anos depois viria a viver Judah Ben-Hur. Talvez já tenha assistido O Príncipe do Egito (1998), aquela animação da DreamWorks bem bacana. Com certeza você sabe que Deus queria que seu povo fosse libertado, e pra isso mandou Moisés falar com o faraó da época, que se negava a deixar que o povo de Israel deixasse o Egito. Para cada vez que o faraó se negava, Deus enviava uma praga, e a última delas foi a da morte dos primogênitos. Estava próximo da Páscoa quando Deus mandou que toda família israelita sacrificasse um cordeiro e tingisse com seu sangue as portas de suas casas, pois o anjo do Senhor mataria somente os primogênitos das casas que não tinham a porta tingida com sangue. A impressão que temos desta cena é bastante visual. O espírito vaga pelo Egito, passa pelas casas e, quando vê o sangue na porta, pensa: “Alguém já morreu aqui.”, e passa adiante. Mas, ao encontrar uma porta limpa, ele entra e mata o primogênito.
O Faraó acorda à noite com o clamor que se fez no Egito naquela noite, pois não havia casa que não houvesse alguém morto. Em desespero, o faraó chama a Moisés e a Aarão e os dá a permissão que queriam para deixar o Egito (a princípio, em razão de ir cumprir com um costume israelita). Os judeus pediram, então, aos egípcios que lhes dessem roupas, ouro e prata (como diz um pastor que eu conheço, “se vir um judeu pular do décimo andar dum prédio, pula junto, porque judeu não joga pra perder”), e Deus constrangeu os corações dos egípcios a darem o que pediam.
Já longe do Egito, perto do monte Sinai, Deus mandou que Moisés contasse quantos primogênitos havia entre o povo. Ao dar o número a Deus, Moisés recebeu a ordem de tomar a todos os primogênitos para o serviço no templo. Ou seja, eles estavam destinados a morrer, mas Deus os salvou poupando-lhes da morte, obviamente suas vidas agora lhe pertenciam. Afinal, a vida de um simples cordeiro não se compara à vida de um ser humano. A idéia não parecia boa aos homens, então Deus deu a alternativa de contar os levitas (os que eram da descendência de Levi) e substitur os primogênitos por estes. O número de levitas foi menor que o de primogênitos, então Deus ordenou que fosse pago um determinado preço em ouro (aquele que levaram do Egito) por cada primogênito que excedesse ao número de levitas.
Ao serem questionados por Pôncio Pilatos sobre qual prisioneiro deveria ser solto, os judeus de Jerusalém escolheram a Barrabás. E quando Pilatos perguntou o que deveria fazer com aquele inocente, responderam que deveria ser crucificado. Barrabás certamente ficou estarrecido. Até o dia anterior, acreditava que estaria morto àquela hora, e naquele momento, um pobre coitado que sequer sabia de onde apareceu, morreria em seu lugar. Havia três cruzes no monte Calvário naquele dia. Três cruzes para três malfeitores. As duas laterais para dois ladrões e a do meio para Barrabás, o assassino. Agora aquela cruz seria a de Jesus de Nazaré, que teve seu sangue aspergido na minha porta para que eu não morresse. Como se não bastasse, ainda foi o levita (pois Jesus também era descendente de Levi) que tomou meu lugar no serviço.
Deus toma minha vida para si, para depois me devolvê-la ainda melhor. Ainda que eu seja seu servo, sou livre. Sou dono do nariz que pertence a Deus. Sou um dos primogênitos. E sou um Barrabás.
Tenho passado bastante tempo em igrejas, catedrais e paróquias católicas, ora fotografando, ora só procurando o que fotografar. O que me chama mais a atenção é uma idéia que tenho há bastante tempo com relação à imagem do Cristo crucificado. A mim aparenta como um estandarte à sua morte. É como tentássemos (nós, homens) ofender duplamente a Deus. Primeiramente em esculpir uma imagem à semelhança de um homem e lhe render graças. Depois em estender o Cristo morto quase como um troféu. De forma alguma tenho a intenção de criticar os costumes católicos, mas esse tipo de coisa realmente me faz pensar. Claro que devo agradecer a Deus por Cristo ter morrido em meu lugar, mas vejo que a imagem de uma cruz vazia simboliza de forma muito mais correta o cristianismo. Se Jesus de Nazaré não tivesse ressucitado, para nós seria como qualquer profeta que já cruzou a terra, mas algo que o torna muito maior aos nossos olhos é o fato de ter vencido a morte que, até onde nos consta, nenhum outro homem é capaz de vencer por seu próprio esforço.
Comentei recentemente no blog de uma menina que acredito ser ateísta. Digo que acredito porque, mesmo que tenha sido incisiva em afirmar “não existe deus” ou “não vejo beleza nenhuma no ópio”, não acho que se pode afirmar que uma pessoa seja, de fato, ateísta sem que esta tenha um encontro com a morte. Penso que, se alguém tiver que enfrentar a morte bem de perto e não pensar por um centésimo de segundo sequer em o que irá encontrar após, este sim é ateu. Não posso ter certeza disso, mas duvido categoricamente que qualquer pessoa durante toda a história tenha morrido sem cogitar isso.
Se ela argumenta que oramos ou rezamos apenas para ouvirmos nossos próprios conselhos no tocante a diversos assuntos, espero que ela descubra o porquê de eu orar para que ela não tenha o encontro com essa dúvida tarde demais.
Talvez eu dê um trackback pro blog dela qualquer dia. Não tô sentindo à vontade pra isso agora.
Cansado da adultice dos donos da verdade, o Verbo se fez carne. Não haveria melhor maneira do que chegar como uma criança. Os anjos cantam e anunciam que nasceu o Rei dos reis, pois eis que finalmente chega aquele por quem todos nós nascemos. A origem de todo o caos. Por um, todos pecamos e por um todos fomos perdoados.
Eu queria que as pessoas parassem com esse fingimento de todo Natal.
Droga…
Eles não estão fingindo.
Houve, então, o velório. Ela não lembra exatamente como era a capela, mas lembra que naquele lugar não havia chão. Agora jaz na casa tão vazia quanto seu coração. E estando ela numa festa, ainda assim se sentiria solitária. E estando ela com as pessoas a quem ama e por quem é amada, ainda assim não se sentiria consolada. Porque nunca amou a alguém quanto à pessoa que havia há pouco perdido. É natural que os filhos enterrem seus pais, mas eis algo que sempre parece acontecer cedo demais. A moça perdeu sua mãe, e agora degusta o sabor amargo de estar sentada no sofá da sala esperando aquela figura gigante e sólida como uma rocha andando de um lado para o outro, ora carregando a roupa recém-tirada do varal, ora oferecendo uma colher de arroz e dizendo: “Vê se tá bom de sal.”
A moça chorou. Chorou e, sem que percebesse, deitou-se no sofá e adormeceu. Eis que uma menina lhe veio em sonho e chorava. A moça foi ao seu encontro e a perguntou: “Por que chora?” e a menina respondeu: “Estava passeando com a minha mamãe, então vi uma linda borboleta, e, por um momento que me distraí, me perdi da minha mamãe.” A moça sorriu para a menina e, abraçando-a, disse: “Vamos que te ajudo a achar sua mãe”, mas a menina respondeu: “Antes procuro pela borboleta, pois é ela a culpada de haver me perdido.” Então uma voz lhe sobreveio e disse: “Não se preocupe, pois a sua cuidadora agora está comigo. E não se culpe ou aos outros por sua partida, pois não apenas permiti que ela partisse para longe de você, mas assim Eu quis que fosse. Porque não apenas permiti que meu Filho fosse morto para que você fosse salva, mas assim havia Eu planejado desde antes da fundação do mundo. Tenha por prova que Isaque carregou a lenha de seu próprio sacrifício e, naquela época, já havia Eu decidido que meu Filho carregaria seu próprio madeiro para morrer por você. Tudo isso para que saiba que nenhum fio de seus cabelos cai sem que eu queira tal, pois minha vontade é inexorável.
Se sua mãe não está mais contigo, é porque Eu não quis que este cálice fosse afastado de você, pois é de conhecimento de poucos que há coisas que parecem más aos olhos dos homens, mas a Mim, que não sou limitado por tempo ou sabedoria (pois eis que sou Criador de ambos), a Mim cabe cuidar para que o melhor seja feito aos meus amigos. Não se escandalize quando digo que Eu quis a morte de sua mãe, pois há de se lembrar que, em Mim, ‘morte’ é traduzido ‘vida’. E não se preocupe e não se entristeça quando as pessoas pararem de falar nela, pois Eu cuido para que, mesmo que os nomes de meus amigos sejam esquecidos, seus frutos nunca cessem.”
E então a moça acordou. E este momento é agora.
Para Isis, que não teve um Dia das Mães dos mais felizes.



