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Mateus; 27-29

Mateus; 27-29

Mateus; 28-2 a 7

Mateus; 28-2 a 7

Não sei se você já leu sobre o grande êxodo dos israelitas na bíblia. Mesmo quem nunca leu, é bem provável que tenha visto algum filme a respeito. Talvez você já tenha assistido Os Dez Mandamentos (1956) com Charlton Heston, que três anos depois viria a viver Judah Ben-Hur. Talvez já tenha assistido O Príncipe do Egito (1998), aquela animação da DreamWorks bem bacana. Com certeza você sabe que Deus queria que seu povo fosse libertado, e pra isso mandou Moisés falar com o faraó da época, que se negava a deixar que o povo de Israel deixasse o Egito. Para cada vez que o faraó se negava, Deus enviava uma praga, e a última delas foi a da morte dos primogênitos. Estava próximo da Páscoa quando Deus mandou que toda família israelita sacrificasse um cordeiro e tingisse com seu sangue as portas de suas casas, pois o anjo do Senhor mataria somente os primogênitos das casas que não tinham a porta tingida com sangue. A impressão que temos desta cena é bastante visual. O espírito vaga pelo Egito, passa pelas casas e, quando vê o sangue na porta, pensa: “Alguém já morreu aqui.”, e passa adiante. Mas, ao encontrar uma porta limpa, ele entra e mata o primogênito.

O Faraó acorda à noite com o clamor que se fez no Egito naquela noite, pois não havia casa que não houvesse alguém morto. Em desespero, o faraó chama a Moisés e a Aarão e os dá a permissão que queriam para deixar o Egito (a princípio, em razão de ir cumprir com um costume israelita). Os judeus pediram, então, aos egípcios que lhes dessem roupas, ouro e prata (como diz um pastor que eu conheço, “se vir um judeu pular do décimo andar dum prédio, pula junto, porque judeu não joga pra perder”), e Deus constrangeu os corações dos egípcios a darem o que pediam.

Já longe do Egito, perto do monte Sinai, Deus mandou que Moisés contasse quantos primogênitos havia entre o povo. Ao dar o número a Deus, Moisés recebeu a ordem de tomar a todos os primogênitos para o serviço no templo. Ou seja, eles estavam destinados a morrer, mas Deus os salvou poupando-lhes da morte, obviamente suas vidas agora lhe pertenciam. Afinal, a vida de um simples cordeiro não se compara à vida de um ser humano. A idéia não parecia boa aos homens, então Deus deu a alternativa de contar os levitas (os que eram da descendência de Levi) e substitur os primogênitos por estes. O número de levitas foi menor que o de primogênitos, então Deus ordenou que fosse pago um determinado preço em ouro (aquele que levaram do Egito) por cada primogênito que excedesse ao número de levitas.

Ao serem questionados por Pôncio Pilatos sobre qual prisioneiro deveria ser solto, os judeus de Jerusalém escolheram a Barrabás. E quando Pilatos perguntou o que deveria fazer com aquele inocente, responderam que deveria ser crucificado. Barrabás certamente ficou estarrecido. Até o dia anterior, acreditava que estaria morto àquela hora, e naquele momento, um pobre coitado que sequer sabia de onde apareceu, morreria em seu lugar. Havia três cruzes no monte Calvário naquele dia. Três cruzes para três malfeitores. As duas laterais para dois ladrões e a do meio para Barrabás, o assassino. Agora aquela cruz seria a de Jesus de Nazaré, que teve seu sangue aspergido na minha porta para que eu não morresse. Como se não bastasse, ainda foi o levita (pois Jesus também era descendente de Levi) que tomou meu lugar no serviço.

Deus toma minha vida para si, para depois me devolvê-la ainda melhor. Ainda que eu seja seu servo, sou livre. Sou dono do nariz que pertence a Deus. Sou um dos primogênitos. E sou um Barrabás.

Pai, é chegada a hora; glorifica seu Filho para que o seu Filho também  te glorifique, assim como lhe deu poder sobre toda carne, para que dê a vida eterna a todos quantos você deu a ele. A vida eterna é: que te conheçam como único Deus verdadeiro, e a mim que você mesmo enviou. Eu te glorifiquei na Terra, cumprindo o trabalho que me deu pra fazer. Agora me glorifica junto de você com a mesma glória que eu tinha contigo antes que o mundo existisse. Eu disse o seu nome aos homens do mundo que você me deu; eram seus, você me deu, e eles guardaram a sua palavra. Agora eles já sabem que tudo o que eu tenho, vem de você, porque dei a eles a palavra que você me deu; e eles as receberam.  E eles realmente acreditam que eu saí de você, e acreditam que você me enviou. Eu peço por eles; não peço pelo mundo, mas por estes que você me deu, porque eles são seus. Todas as minhas coisas são suas, e as suas coisas são minhas; e nisso sou glorificado. E eu já não estou no mundo, pois vou para você. Pai santo, peço em seu nome que guarde estes que você me deu, para que sejam um só, assim como nós somos. Enquanto eu estiver no mundo, eu os guardo em seu nome. Tenho guardado estes que você me deu, e nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição, para que a Escritura se cumprisse. Mas, agora, vou para você e digo isto no mundo, para que tenham a minha alegria completa em si mesmos. Dei a eles a sua palavra e o mundo os odiou, porque eles não são do mundo, assim como eu não sou do mundo. Não peço que os tire do mundo, mas que livre-os do mal. Eles não são do mundo, assim como eu não sou. Faça-os santos pela verdade; a sua palavra é a verdade. Assim como você me enviou ao mundo, eu também os enviei ao mundo, e por eles santifico a mim mesmo, para que eles também sejam santificados na verdade. Eu não peço somente por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão de crer em mim; para que todos sejam um, como você, Pai, é em mim, e eu, em você; também sejam eles um em nós, para que o mundo creia que você me enviou. Eu dei a eles a glória que você me deu, para que eles sejam um como nós somos um. Eu neles e você em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que você me enviou e que tem amado a eles do mesmo jeito que tem me amado. Pai, aqueles que você me deu, quero que, onde eu estiver, eles estejam comigo para que vejam a minha glória que veio de você; porque você me amou antes da criação do mundo. Pai justo, o mundo não te conheceu, mas eu te conheci. E estes conheceram que você me enviou. Eu os fiz conhecer o seu nome e farei os conhecer ainda mais, para que o amor com que tem me amado, esteja neles, e eu neles seja.


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