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Mysterious Ways
Fevereiro 2, 2009 in Acasos, Amor, Bem, Deus, Felicidade, Metamorfoses, Meu, Surpresas, Sören Kierkergaard, U2 | 4 comments
O amor é uma relação que não se estabelece com qualquer coisa de alheio a si, mas apenas consigo mesmo. Ele consiste no orientar-se dessa relação para a própria interioridade, mais e melhor do que na relação propriamente dita. Não é a relação em si o amor, mas, sim, o seu voltar-se sobre si mesma, o conhecimento que ela tem de si mesma depois de estabelecida. Quando dois termos se relacionam, a própria relação entra como um terceiro, como unidade negativa, e cada um daqueles termos se relaciona com a relação, tendo cada um existência separada no seu relacionar-se com a relação. Acontece assim com relação a ela, sendo a ligação entre ela e eu, uma simples relação. Ao contrário, se a relação se conhece a si mesma, esta última relação que se estabelece é um terceiro termo positivo, e temos então nosso amor.
Certamente não pensei que tudo aconteceria dessa forma. Quando disse a ela que só ficaria com ela quando soubesse que essa relação não atrapalharia nosso relacionamento com Deus, não sabia que hoje eu teria certeza de que juntos seríamos muito mais ousados. Não achei que nossa amizade ficaria ainda mais forte, como hoje tenho certeza de que ficaria. Principalmente, jamais cogitei que sentiria tal paixão quando disse a ela que só ficaríamos juntos quando eu tivesse certeza dos meus sentimentos, para que não me enganasse e muito menos a ela.
Fiz pra ela um café com leite naquela manhã. Isso foi há menos de uma semana.
Como não canso de dizer, a vontade de Deus se move de formas misteriosas.
Pela primeira vez me sinto à vontade para usar as categorias Amor e Felicidade.


